AS NOSSAS PARTILHAS

domingo, 26 de dezembro de 2010

"PAIS MAUS"

Hoje na Religião Cristã comemora-se o Dia da Sagrada Família.


"Deus abençoe os pais maus!

Um dia, quando os meus filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva um pai, hei-de dizer-lhes:

- amei-vos o suficiente para ter perguntado: onde vão, com quem vão, e a que horas regressam a casa?

- amei-vos o suficiente para ter insistido em que juntassem o vosso dinheiro e comprassem uma bicicleta, mesmo que eu tivesse possibilidade de a comprar.

- amei-vos o suficiente para ter ficado em silêncio, para vos deixar descobrir que o vosso novo amigo não era boa companhia.

- amei-vos o suficiente para vos obrigar a pagar a pastilha que “tiraram” da mercearia e dizerem ao dono: “Eu roubei isto ontem e queria pagar”.

- amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vós, durante 2 horas, enquanto limpavam o vosso quarto (tarefa que eu teria realizado em 15 minutos).

- amei-vos o suficiente para vos deixar ver fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos.

- amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalizações eram tão duras que me partiam o coração.

- Mais do que tudo, amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO quando sabia que me iríeis odiar por isso.

Estou contente, venci. Porque, no final, vocês venceram também. E, qualquer dia, quando os vossos filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva os pais, vocês hão-de dizer-lhes, quando eles vos perguntarem se os vossos pais eram maus …que sim, que éramos maus, que éramos os pais piores do mundo:

- «Os outros miúdos comiam doces ao pequeno almoço; nós tínhamos de comer cereais, ovos, tostas.

- Os outros miúdos bebiam Pepsi ao almoço e comiam batatas fritas; nós tínhamos de comer sopa, o prato e fruta. E – não vão acreditar – os nossos pais obrigavam-nos a jantar à mesa, ao contrário dos outros pais.

- Os nossos pais insistiam em saber onde nós estávamos a todas as horas. Era quase uma prisão.

- Eles tinham de saber quem eram os nossos amigos, e o que fazíamos com eles.

- Eles insistiam em que lhes disséssemos que íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.

- Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles violaram as leis de trabalho infantil: tínhamos de lavar a loiça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Acho que eles nem dormiam a pensar em coisas para nos mandarem fazer.

- Eles insistiam sempre connosco para lhes dizermos a verdade, apenas a verdade e toda a verdade.

- Na altura em que éramos adolescentes, eles conseguiam ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata.

- Os pais não deixavam os nossos amigos buzinarem para nós descermos. Tinham de subir, bater à porta, para eles os conhecerem.

- Enquanto toda a gente podia sair à noite com 12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16.

- Por causa dos nossos pais, perdemos imensas experiências da adolescência. Nenhum de nós, alguma vez, esteve envolvido em roubos, actos de vandalismo, violação de propriedade, nem foi preso por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

Agora que já saímos de casa, somos adultos, honestos e educados; estamos a fazer o nosso melhor para sermos “maus pais”, tal como os nossos pais foram».

(Autor desconhecido)

sábado, 18 de dezembro de 2010


As Pequenas Flores Azuis desejam a todos os pais e amigos que nos visitam um Feliz Natal.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CRIANÇAS SOLIDÁRIAS

Os meninos do nosso J.I. estão de parabéns. Conseguiram juntar três grandes sacos de brinquedos que vão fazer o Natal de muitos outros meninos mais feliz.
Como o prometido é devido e para responder ao pedido da Dra Daniela hoje ao fim do dia desloquei-me à Caritas para entregar dois sacos com parte dos brinquedos que crianças e pais conseguiram juntar.
Outro saco com mais brinquedos ficou no nosso J.I. e vai ser entregue á Junta de Freguesia de Ramalde.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Finalmente a resposta da Cáritas

Quando decidimos construir o Brinquedão a nossa Educadora contactou várias instituições para verificar quais as que estariam disponíveis para receber os brinquedos que recolhêssemos. Para além do Colégio do Rosário que tem um projecto solidário na nossa freguesia, a nossa Educadora contactou a Cáritas Diocesana e o "Lar do Livramento".
Finalmente chegou a resposta da Cáritas. Já temos mais um destino para os brinquedos que recolhemos.


Exma. Senhora Dra. Cristina Braga da Cruz:

Antes de mais venho por este meio agradecer a gentileza do seu contacto. Peço desculpa pela demora da resposta, mas dado o volume de trabalho na Instituição neste momento, ainda não me tinha sido possível responder. Em Dezembro, a Caritas do Porto tem por tradição entregar, juntamente com os cabazes de géneros alimentares, brinquedos às crianças dos agregados familiares que apoia. Por isto, estamos disponíveis para receber o que conseguirem recolher. A Caritas Diocesana do Porto fica na Rua Latino Coelho, nº 314, perto do Jardim do Marquês, no Porto. Se a entrega dos brinquedos pudesse ser feita até 6ª feira era óptimo, assim já poderíamos incluir alguns dos vossos brinquedos nas nossas entregas.
Com os melhores cumprimentos,
D. G.
Téc. Sup. Educação Social

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Bolas de Natal

Este ano a nossa Educadora propôs-nos novamente o desafio do ano anterior: O nosso Pinheirinho de Natal devia ser enfeitado com materiais reciclados.
Depois de alguma pesquisa escolhemos construir bolas coloridas.
Com a ajuda da Ilda começamos.
.
1º Com folhas de papel de jornal bem amachucadas construímos bolas.
2º Forramos as bolas com tiras de jornal.
3º Deixamos secar.

4º Depois colamos massinhas a toda a volta da bola.



5º Por fim colorimos com várias cores conforme o gosto de cada um.


DIGAM LÁ, NÃO FICARAM BONITAS?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

As primeiras dádivas solidárias

Já inauguramos o nosso Brinquedão. De certeza que muitos mais ofertas surgirão.














quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A carta do Pai Natal e o Brinquedão

Hoje começamos o dia de uma forma especial.




Estávamos sentados no tapete a contar as nossas novidades e a relembrar com a Ilda a história que ouvimos na terça-feira, quando entrou a Alice. Trazia na mão um envelope que nos estava dirigido.
Lá dentro estava esta carta:

Por sorte a Ilda tinha um caixote muito grande e assim pudemos começar logo a construir o nosso Brinquedão.

Começamos por planificar. Decidimos que seria vermelho como o da história. Para enfeitar faríamos carimbos em forma de Pinheirinho de Natal da cor verde.

Passamos então ao passo seguinte.





Depois de seco colocamos uma fita para ficar parecido com um presente.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vamos preparar o Natal

Num frio dia de Dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos,olhando a montra e tremendo de frio.
Uma senhora aproximou-se do rapaz e disse:
- Você está com pensamento tão profundo, a olhar essa montra!
- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos - respondeu o garoto...
A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao empregado para dar meia dúzia de pares de meias ao menino. Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha.
O empregado atendeu-a rapidamente e ela levou o menino para a parte de trás da loja e, ajoelhando-se lavou os seus pés pequenos e secou-os com a toalha.
Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias. Ela calçou-as nos pés do garoto e comprou-lhe também um par de sapatos.
Depois entregou-lhe os outros pares de meias e carinhosamente disse-lhe:
- Estás mais confortável agora.
Como ela se virou para ir embora, o menino segurou-lhe na mão, olhou o seu rosto com lágrimas nos olhos e perguntou:
- Você é a mulher de Deus?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Gui e o natal verde no Planeta Azul

Depois da visita da Maria a nossa Educadora leu-nos esta história. Fala de um menino que tal como nós, gostava muito de fazer a separação do lixo.
Todas as noites a avó chamava-o e pedia-lhe para ir aos Ecopontos levar o lixo que ela tinha separado durante o dia.

Simultaneamente traz consigo uma mensagem muito actual nestes tempos que vivemos: a Solidariedade

Vamos limpar o lago da rã verde.

Hoje recebemos a visita da Maria. Ela trabalha na Lipor e veio ao nosso J.I. pedir ajuda. Um grupo de famílias (pais e filhos) foi fazer um piquenique na floresta onde fica a lagoa da rã Coach. No final, em vez de recolherem o lixo numa saca, deitaram-no para a lagoa. Agora esta está toda suja!

A rã Coach pediu à Maria para vir ao nosso J.I. para que a ajudassemos a limpar a lagoa.
Como somos amigos do ambiente, metemos mãos à obra: A Francisca pescava o lixo do fundo da lagoa e passava-o a um/a menino/a. Estes iam colocar cada um dos objectos no ecoponto respectivo.


As garrafas de vidro foram para o vidrão


Os jornais e as revistas foram para o papelão



As embalgens de leite, as latas de salsichas, as latas de CocaCola vão todos para o embalão








No final a lagoa ficou limpinha. A Maria agradeceu imenso pois não tinha muito tempo e nós limpamos a lagoa toda.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Uma árvore de Natal diferente

A Ilda hoje esteve na nossa sala. Começamos o dia a ouvir a história "A oficina do Sr. Saraiva".
"A oficina do senhor Saraiva era um mundo mágico para as crianças da praceta. Aquela garagem sempre repleta de coisas velhas, que não serviam para nada, ganhavam vida nas mãos artísticas do senhor Saraiva. "




Também o material de desperdício que a Ilda tem trazido para a sala ganhou vida nas nossas mãozinhas.




Esta foi a árvore que construímos com as argolas recicladas. Foi uma actividade que nos permitiu realizar alguns raciocínio matemáticos.

Depois de observarmos a árvore que a Ilda tinha começado a construir de manhã com os nossos amigos percebemos que ela tinha a forma de um triangulo formado por várias filas.

A primeira tinha uma argola, a segunda 2 argolas, a terceira 3 argolas, a quarta 4 argolas ... E faltava o resto. Ainda havia tantas argolas forradas´... Toca a meter mãos à obra. A Ilda lançou-nos então o desafio:

Quantas argolas vamos colocar nesta fila para continuar a formar um triangulo?

Depois de observar mais uma vez a Francisca descobriu.

- Temos de colocar 5.

E fomos por aí fora até chegarmos a 8 argolas.

No final a Francisca realizou o registo da actividade.